
Crise profunda na construção no Algarve
AECOPS mostra elevada preocupação perante os dados estatísticos agora analisados
De acordo com a última análise regional de conjuntura da AECOPS, divulgada esta semana, o Algarve é a região do País onde se verifica a maior quebra de produção no mercado residencial e o maior aumento da taxa de desemprego no sector. Refere a AECOPS que nos primeiros quatro meses deste ano, o número de fogos novos licenciados na região algarvia caiu 59,7 % face a igual período de 2008, contra os -45,0 % da região Centro, os -58,4 % da zona de Lisboa e os -48,4 % do Alentejo. Como refere a AECOPS, na sua análise de conjuntura, "os indicadores que têm vindo a ser disponibilizados e que se referem ao desempenho do sector da Construção no Algarve, confirmam a manutenção de uma situação muito desfavorável, em termos de mercado de construção nesta região", o que compromete a actividade das empresas que aqui laboram. Por sua vez, em face desta evolução, diz a AECOPS que não é de estranhar o forte crescimento do desemprego no sector no Algarve: 205% até Abril do corrente ano, contra os 74,5 % de média no País, os 65,9 % do Centro, os 70,1 % da região de Lisboa e os 79,9 % do Alentejo. O aumento do desemprego, "três vezes superior à média nacional”, reflecte que a crise na região do Algarve “assume proporções preocupantes. Em termos concretos, esta realidade abrangia, até final de Abril, mais de 3,4 mil trabalhadores", sublinha a AECOPS, salientando ainda que, a corroborar esta situação, está a redução da capacidade produtiva utilizada pelas empresas algarvias, que é agora de 61,6 % (72,3 % em média nacional), da carteira de encomendas (7,3 meses no Algarve e 9,5 meses em termos globais) e das


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